sábado, dezembro 4

Kristen se estressou filmando Eclipse: ‘Tivemos lágrimas’

Quando David Slade apareceu no meio da cultura popular quando surgiu seu sucesso esmagador em Sundance, Hard Candy (em português Menina Má.com), que trouxe uma prestes a se tornas vítima, Ellen Page, a última coisa que você espera descobrir sobre o homem é a sua profunda convicção no conceito do amor e romance.
A história que se prende na ameaça de uma violência sexual envolvendo uma menor, Hard Candy pareceu tanto com um testamento dos elementos mais básicos do animal humano que o seu diretor assumiu a forma de um Neil Labute da próxima geração – um criador capaz de balancear desprezo absoluto com a espécie humana e um árido senso de humor.
É uma empreitada arriscada, mas Slade obteve sucesso com um golpe de mão de elegância dramática. Slade recorreu a mesma sacola de truques quando ele assumiu a direção de A Saga Crepúsculo: Eclipse, que chega em DVD e Blu-ray nesse sábado (nos EUA).
A história de uma jovem chamada Bella Swan (Kristen Stewart) que e apaixona perdidamento pelo vampiro Edward Cullen (Robert Pattinson), somente para ser assombrada pelo apaixonadinho lobisomem chamado Jacob (Taylor Lautner), toda o negócio da saga é lidar com uma jovem que corre riscos.


Nesse caso Stewart corre o risco de perder a sua alma mortal. Em Hard Candy, Page corria o risco de perder uma porção similar de seu eu, bem como – suspeitamos – a sua vida. “Hard Candy foi seguramente um bicho diferente de certa forma, porque era um drama contido de duas pessoas, com Ellen Page explodindo em um desempenho brilhante,” disse Slade.
“Eclipse foi muito mais amplo… mas ainda é um drama com foco em personagem. E foi isso que eu mais gostei a respeito,” ele disse. “Eu também acho que é um filme bem mais adulto (que seus dois predecessores), porque os personagens estão amadurecendo. Tem um monte de coisas divertidas para podermos brincar, e porque o tratamos como um drama, a transformação (de personagens) entra em cena.”
O conteúdo era sempre sangrento e carnudo, mas Slade disse que a pragmática de toda a situação não foi nada fácil. Ele se sente exausto só de lembrar da experiência. “Foi uma filmagem de 50 dias, com muitos dias de 16 horas de trabalho,” ele disse.
Para deixar tudo um desafio ainda maior, o elenco estava se perdendo dentro seus próprios mundinhos Twilight. Todos os atores devem se entregar para seus papeis e habitar seus personagens em certo nível pelo tempo que dura a produção, então Slade estava satisfeito que seu elenco estava levando todo o projeto a sério e com sinceridade.
Todos estavam comprometidos com isso, ele disse. “Kristen, em especial, foi muito dura com ela mesma.” Slade disse que como Stewart não se espelha em sua própria vida e em sua própria pessoa para interpretar Bella Swan, ela teve uma exigência pessoal muito grande em encontrar a verdade de Bella.
“Ela diria, ‘Eu não sei quem Bella é para mim.’ De muitas maneiras, eu acho que ela sentia a Bella como uma antítese dela, o que se transformou em grandes desafios para Kristen… Ela se torturava muito com isso, porque ela quer estar lá. Ela nunca quer deixar uma cena sem ser feita.”
“Tivemos lágrimas,” disse Slade. “Mas você segue em frente e continua… Até mesmo em ensaios com Rob (Pattinson), tinha um spiral similar que aconteceria.”
Atores são pessoas. Eles se sentem inseguros, e qualquer ser humano enfrentando o peso das expectativas que rodeiam Twilight teria que se ajustar mesmo que só um pouquinho. Para se afastar o tanto quanto possível da obsessão tespiana, Slade disse que aprendeu o valor da preparação.
Ele disse que ensaia seus atores o quanto for possível, para que eles estejam confortáveis com o material e com seus personagens, e ele pode focar nas minúcias da performance sem a presença intrusiva da câmera.
“Você sempre busca conseguir uma sinceridade emocional em uma performance,” ele disse. E com Twilight, essa sinceridade emocional não é nada menos que um coração vermelho encarnado do amor romântico – que bate forte no coração de Slade, mesmo que, aos 41, ele supostamente seria de geração mais cínica.
“Eu acredito no amor romântico. Como não acreditaria, se você tem a sorte suficiente de encontrá-lo. Eu acho que vivemos em uma cultura muito mais sarcástica… e cínica, e eu não gosto de usar a palavra com ‘c’. Existe uma idéia por ai de que (o amor romântico) não é legal. Mas o amor verdadeiro é uma coisa maravilhosa.”
Slade disse que o amor romântico é a melação que prende na narrativa de Twilight, mas depois de ler os livros de Stephenie Myers, ele também acha que muitos outros assuntos são abordados que não só vampiros e romance adolescente.
“É uma história de amor que lida com problemas do século vinte e um,” ele disse. “E eu peguei o melhor livro. Tivemos a épica batalha, a ação… a coisa toda.” Slade disse que ele está saindo no ponto alto da história, e essa é uma das grandes lições que ele aprendeu ao longo do caminho: Preparação vai salvar o seu bacon, mas o tempo certo é o que o deixa saboroso.
Ele adoraria compartilhar os seus próximos trabalhos, Slade disse, mas ele não pode. No mínimo, podemos descansar tranqüilos que será algo interessante, bem preparado e abordado com um coração aberto e uma carótida anti-vampiros.
Tradução: Monica // Portal Twilight

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